sexta-feira, 6 de setembro de 2013

ABERTAS INSCRIÇÕES PARA CICLO DE PALESTRAS "MANIFESTAÇÕES AFRO-GAÚCHAS E A DINAMIZAÇÃO DAS CULTURAS NEGRAS"




Interessados já podem se inscrever no ciclo de palestras ““Manifestações afro-gaúchas e a dinamização das culturas negras”, promovido pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS em parceria com a Fundação Cultural Palmares. O evento tem vagas limitadas e acontece no dia 25 de setembro, no auditório da Faculdade Monteiro Lobato (Rua dos Andradas, 1180, Porto Alegre), das 14h às 18h.

Para se inscrever, basta enviar um e-mail à secretaria do Sindicato: (secretaria@jornalistasrs.org). O evento é aberto a jornalistas, universitários, estudantes, professores, pesquisadores, gestores públicos, agentes culturais e demais interessados nas culturas negras. Mais informações pelos fones (51) 3228-8146; 3226-0669 ou 3226-1735, com Mara Santos.

A atividade, que integra as comemorações dos 71 anos do SindJor/RS e 25 da Fundação Cultura Palmares, objetiva divulgar a riqueza e a diversidade da cultura da população negra, destacando os aspectos culturais do Estatuto da Igualdade Racial, criado através da Lei nº 12.288, de 20 de julho de 2010.

 A programação também visa chamar a atenção para o cumprimento da Lei 10.639/2003, que torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana nas redes públicas e particulares da educação. O ciclo de palestras, além de Porto Alegre, se estende por Brasília, Maranhão, Pernambuco e Espírito Santo e culminará com uma publicação.

 O Ciclo será executado pelo Núcleo de Jornalistas Afrobrasileiros, que discute as questões étnico-raciais e a invisibilidade da população negra na mídia. “A escolha do sindicato para promover o Ciclo no Rio Grande do Sul nos deixa muito orgulhosos. Entendemos que é um reconhecimento ao trabalho árduo que o Núcleo de Jornalistas Afrobrasileiros faz, há mais de dez anos, no Estado”, explica Jeanice Dias Ramos, uma das coordenadoras do Núcleo.
 
Na realização do evento, o Sindicato dos Jornalistas/RS conta com o apoio da FATO (Faculdades Monteiro Lobato), CODENE (Conselho de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra do Rio Grande do Sul), Conselho Municipal do Povo Negro, COPIR (Coordenadoria de Políticas de Igualdade Racial do RS), Sempre Mulher – Instituto de Pesquisa e Intervenção sobre Relações Raciais, Grupo de Ação Afirmativa Afrodescendente (GAAA) e CEPPIR–GHC (Comissão Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Grupo Hospitalar Conceição).

 Palestrante

O palestrante das “Manifestações afro-gaúchas e a dinamização das culturas negras” será Jessé Oliveira, fundador e diretor do Grupo Caixa-Preta, mestrando em Teatro e formado em Direção Teatral pelo Departamento de Arte Dramática da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Ufrgs. Ele é professor e coordenador do Curso Superior de Tecnologia em Produção Cênica, na Faculdade Monteiro Lobato – FATO. Desde 2006 produz e coordena o “Encontro de Arte de Matriz Africana que anualmente traz espetáculos e painelistas de todo o Brasil e América Latina. Atualmente integra o Conselho Gestor do Centro Cultural Companhia de Arte. E tem em seu currículo, a direção de mais de 40 espetáculos de teatro, dança e música.

 
Programação
 
14h - Mesa de abertura

14h30min - Palestra de Jessé Oliveira

15h30min- Debate

16h30min- Coffee-break

segunda-feira, 15 de julho de 2013

PARA EUROPA UM ÍNDIO PRESIDENTE É SEMPRE MAIS UM ÍNDIO DO QUE PRESIDENTE

AS DESCULPAS DE BOAVENTURA A EVO MORALES



Para a Europa, um Presidente índio é sempre mais índio do que Presidente e, por isso, irremediavelmente suspeito
Por Boaventura de Sousa Santos
Esperei uma semana que o Governo do meu país lhe pedisse formalmente desculpas 
pelo ato de pirataria aérea e de terrorismo deeteu, juntamente com a Espanha, a França e a Itália, ao não autorizar a escala técnica do seu avião no regresso à Bolí­via depois de uma reunião em Moscou, ofendendo a dignidade e a soberania do seu país e pondo em risco a sua própria vida. Não esperava que o fizesse, pois conheço e sofro o colapso diário da legalidade nacional e internacional em curso no meu país e nos pa­íses vizinhos, a mediocridade moral e política das elites que nos governam, e o refúgio precário da dignidade e da esperança nas consciências, nas ruas e nas praças, depois de há muito terem sido expulsas das instituições. Não pediu desculpa. Peço eu, cidadão comum, envergonhado por pertencer a um país e a um continente que são capazes de cometer esta afronta e de o fazer de modo impune, já que nenhuma instância internacional se atreve a enfrentar os autores e os mandantes deste crime internacional.
O meu pedido de desculpas não tem qualquer valor diplomático mas tem um valor talvez ainda superior, na medida em que, longe de ser um ato individual, é a expressão de um sentimento coletivo, muito mais vasto do que pode imaginar, por parte de cidadãos indignados que todos os dias juntam mais razões para não se sentirem representados pelos seus representantes. O crime cometido contra si foi mais uma dessas razões. Alegramo-nos com seu regresso em segurança a casa e vibramos com a calorosa acolhida que lhe deu o seu povo ao aterrar em El Alto. Creia, senhor Presidente, que, a muitos quilômetros de distância, muitos de nós estávamos lá, embebidos no ar mágico dos Andes.
O senhor Presidente sabe melhor do que qualquer de nós que se tratou de mais um ato de arrogância colonial no seguimento de uma longa e dolorosa história de opressão, violência e supremacia racial. Para a Europa, um Presidente índio é sempre mais índio do que Presidente e, por isso, é de esperar que transporte droga ou terroristas no seu avião presidencial. Uma suspeita de um branco contra um í­ndio é mil vezes mais credí­vel que a suspeita de um í­ndio contra um branco. Lembra-se bem que os europeus, na pessoa do Papa Paulo III, só reconheceram que a gente do seu povo tinha alma humana em 1537 (bula Sublimis Deus), e conseguiram ser tão ignominiosos nos termos em que recusaram esse reconhecimento durante décadas como nos termos em que finalmente o aceitaram. Foram precisos 469 anos para que, na sua pessoa, fosse eleito presidente um indí­gena num paí­s de maioria indígena.
Mas sei que também está atento às diferenças nas continuidades. A humilhação de que foi ví­tima foi um ato de arrogância colonial ou de subserviência colonial? Lembremos um outro “incidente” recente entre governantes europeus e latino-americanos. Em 10 de novembro de 2007, durante a XVII Cúpula Iberoamericana, realizada no Chile, o Rei de Espanha, desagradado pelo que ouvia do saudoso Presidente Hugo Chávez, dirigiu-se-lhe intempestivamente e mandou-o calar. A frase “Por qué no te callas” ficará na história das relações internacionais como um sí­mbolo cruelmente revelador das contas por saldar entre as potências ex-colonizadoras e as suas ex-colônias. De facto, não se imagina um chefe de Estado europeu a dirigir-se nesses termos publicamente a um seu congênere europeu, quaisquer que fossem as razões.
O senhor Presidente foi ví­tima de uma agressão ainda mais humilhante, mas não lhe escapará o facto de que, no seu caso, a Europa não agiu espontaneamente. Fê-lo a mando dos EUA e, ao fazê-lo, submeteu-se à ilegalidade internacional imposta pelo imperialismo norte-americano, tal como, anos antes, o fizera ao autorizar o sobrevoo do seu espaço aéreo para voos clandestinos da CIA, transportando suspeitos a caminho de Guantánamo, em clara violação do direito internacional. Sinais dos tempos, senhor Presidente: a arrogância colonial europeia já não pode ser exercida sem subserviência colonial. Este continente está a ficar demasiado pequeno para poder ser grande sem ser aos ombros de outrem. Nada disto absolve as elites europeias. Apenas aprofunda a distância entre elas e tantos europeus, como eu, que veem na Bolí­via um país amigo e respeitam a dignidade do seu povo e a legitimidade das suas autoridades democráticas. http://outraspalavras.net/mundo/america-latina/desculpe-presidente-evo-morales/

quinta-feira, 13 de junho de 2013

SEMINÁRIO MAIS CULTURA NAS ESCOLAS...

ENTÃO PESSOAS VAMOS PARTICIPAR.

A AGENDA É, PRINCIPALMENTE, PARA NOSSOS COLEGAS DAS COORDENAÇÕES PEDAGÓGICAS E TAMBÉM PARA PROFESSORES E GESTORES.

O OBJETIVO DO ENCONTRO É SENSIBILIZAR EDUCADORES, COORDENADORES PEDAGÓGICOS E GESTORES PARA O ENTENDIMENTO DA PROPOSIÇÃO DO MEC E DO MINC COMO UMA POLÍTICA EDUCATIVA DE PARCERIA ENTRE MINISTÉRIOS NA BUSCA DA AGREGAÇÃO DE VALORES CULTURAIS DAS FRUIÇÕES ARTÍSTICAS E DA DIVERSIDADE CULTURAL E ÉTNICA QUE MOTIVEM PROFESSORES E ALUNOS NAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS DO PROCESSO DE ENSINO/APRENDIZAGEM E TAMBÉM DESMISTIFICAR A VISÃO DE QUE A PROPOSIÇÃO É UMA TAREFA, OU TRABALHO A MAIS PARA PROFESSORES E GESTORES DAS ESCOLAS.

A atividade, PROMOVIDA PELO GOVERNO DO ESTADO DO RS, reunirá agentes culturais, coletivos, Pontos de Cultura, escolas públicas municipais e estaduais dos Território de Paz de Porto Alegre e Região Metropolitana para apresentação do Edital do Programa Mais Cultura nas Escolas. A Representação Regional Sul do Ministério da Cultura apresentará o edital

O processo contemplará até 10 mil projetos voltadas para escolas públicas em todo Brasil. O investimento chega a R$ 200 milhões, sendo que cada projeto receberá entre R$ 20 e 22 mil, sendo realizado em parceria com a comunidade cultural (pessoa física ou CNPJ).

Este é um espaço de aprendizagem e compartilhamento, onde agentes e organizações destes Territórios de Paz poderão dialogar com a direção das escolas públicas.




quarta-feira, 12 de junho de 2013

I COPENE SUL ESTÁ COM INSCRIÇÕES ABERTAS



CONGRESSO DE PESQUISADORES NEGROS DA REGIÃO SUL DO BRASIL E PAÍSES DO CONESUL 
DE 24 A 26 DE JULHO DE 2013

TEMA CENTRAL DO CONGRESSO:

LEI 10639/03: DEZ ANOS ROMPENDO FRONTEIRAS TERRITORIAIS, IDENTITÁRIAS, CULTURAIS, SOCIAIS, ACADÊMICAS E POLÍTICAS
NO ÂMBITO DAS RELSÇÕES ÉTNICO-RACIAIS NA REGIÃO SUL





CONFIRA PROGRAMAÇÃO, VALORES E CATEGORIAS DE INSCRIÇÕES




terça-feira, 11 de junho de 2013

NOVA CAMPANHA DA RBS, AGORA BEM MAIS VELHA...

PELO JEITO O BICHO VAI PEGAR...(obviamente, não vou colocar imagens nessa matéria)

ANTES ISSO NÃO FOSSE TÃO ASSIM

Mas então pessoas vamos nos preparar. Antes de tudo temos que ficar bem atentos ao que está incutido de simbologia na construção da segunda fase da campanha A EDUCAÇÃO PRECISA DE RESPOSTAS da nossa RBS.

Vamos trabalhar, mas sem, antes, termos consciência objetiva de que a imagem (imagética, no caso) consolida a afirmação dos discursos. Falo isso porque sei que quem segura o rojão dessa educação que precisa resposta somos nós mesmos, aliás muito mais o professor/a de sala de aula. Então vamos aos fatos. Não por acaso estão de volta, depois de dez anos  OS MONSTRINHOS DA CAMPANHA DE 2003 - aqueles que não gostavam de maus-tratos às crianças: O BICHO-PAPÃO, A BRUXA, O DIABO, A MULA SEM CABEÇA E O BOI DA CARA PRETA.

MAS NESSA ETAPA DA CAMPANHA CADA UM DELES SIGNIFICARÁ UM AGENTE DESSE EMBLEMA DE TER A EDUCAÇÃO COMO MOLA MESTRA DAS FUNÇÕES DE "SUCESSO NA VIDA" DOS FUTUROS CIDADÃOS E DIDADÃS ESTUDANTES DAS  ESCOLAS. VEJAMOS:

 Bicho-Papão — Toda criança na escola

Está previsto na Constituição que todas as crianças e os jovens de quatro a 17 anos devem estar na escola até 2016. Estudos mostram que quem faz uma boa pré-escola tem 38% a mais de chances de concluir o Ensino Médio. Nesta fase da campanha, serão abordados temas como a importância da escola e os efeitos positivos que a educação tem sobre o desenvolvimento sustentado do país.
Mula Sem Cabeça — O papel dos pais na educação
A presença dos pais é decisiva no desempenho dos filhos. Além de acompanhar a rotina de estudos em casa, é preciso ter um diálogo com a instituição de ensino, conhecendo o desempenho da escola nos principais indicadores de qualidade. Não basta frequentar aulas, o aluno tem de aprender, e cabe aos pais acompanhar a qualidade do aprendizado.
Boi da Cara Preta — Os professores e o 
espaço da escola
Tema focado na valorização e na importância de qualificar um dos principais pilares do ensino: o professor. É preocupante que apenas 2% dos jovens que concluem o Ensino Médio queiram ser professores. A proposta é estimular a criação de mecanismos para tornar a carreira do magistério um objeto de desejo da juventude. Também será destacado o papel da escola como centro de saber e espaço para o desenvolvimento. (AQUI PODERIAM SER INCLUÍDOS OUTROS ATRATIVOS, HEM?)

Bruxa — Educação, compromisso de todos
A educação é um compromisso de cada um. A bruxa quer mobilizar a sociedade para participar do processo educacional, estimulando os pais a se tornarem agentes fiscalizadores da qualidade da aprendizagem, assim como o aperfeiçoamento da gestão e da governança da educação no Brasil.
Fontes: Priscila Cruz, diretora do movimento Todos pela Educação, e Mozart Neves Ramos, membro do Conselho Nacional de Educação (CNE)
ENTÃO PESSOAS ESTAMOS DIANTE DE UM OUTRO PROJETO TIPO AMIGOS DA ESCOLA. Mas não é de todo ruim. Apenas temos que saber que uma grande parte, se não for toda a parte da instituição pública do Estado Brasileiro, que fica na ação assim definida como RESPOSTAS DA EDUCAÇÃO, pelo mesmo grupo, como essa aqui:
"Existem respostas, sim. E elas não dependem apenas dos governos, dos planos oficiais e dos recursos sempre escassos. Estão sendo dadas diariamente nas salas de aula por profissionais inquietos, criativos e comprometidos com a missão de ensinar. Estão sendo dadas nos lares por pais e mães responsáveis e interessados na formação de suas crianças. Estão sendo dadas, também, por organizações sociais, empresas e indivíduos que reconhecem a educação como pré-requisito essencial para o desenvolvimento do país. E estão sendo dadas por alunos conscientes, que se esforçam para cumprir suas obrigações escolares" CLIC RBS"

E ENTÃO, COMO DIZ UM VELHO CONHECIDO DA EDUCAÇÃO...
Na educação não existe um posicionamento de neutralidade, principalmente, no papel de EDUCADOR, dentro do processo de ensino/aprendizagem. ALIÁS, esse velho conhecido é o PAULO FREIRE.






segunda-feira, 10 de junho de 2013

LIVRO PRESENÇA INDÍGENA NA CIDADE É DISTRIBUÍDO EM FORMAÇÃO A EDUCADORES/AS



Secretária Cleci (C) participou do evento que ocorrerá até sexta-feira na CCMQ


Foto: Juliane Guez/Divulgação PMPA





Secretária Cleci 

LINK DO LIVRO EM DF
Na quarta-feira, 5, ocorreu a formação e distribuição qualificada do livro “Presença Indígena na Cidade: reflexões, ações e políticas” para docentes de escolas públicas.  O evento ocorreu de 05 a 07 de junho, do corrente, na Casa de Cultura Mário Quintana, sala A2B2, no Centro Histórico. 
A promoção é do Núcleo de Políticas Públicas para Povos Indígenas (NPPPI), da Secretaria Municipal de Direitos Humanos, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (Smed). A abertura oficial contou com as presenças da secretária municipal de Educação, Cleci Maria Jurach, e da secretária-adjunta de Povos Indígenas e Direitos Específicos, Karina D’Avila. 
“Esse evento é muito importante para destacar a implementação da Lei 11.645/2008. Além disso, faz com que desmistifique os costumes, ritos e a própria contemporaneidade destes povos”, ressaltou Vanderlei de Paula, assessor de educação das relações étnico-raciais na SMED.  
Durante o encontro, oito dos 19 autores da obra, organizada por Rosa Maris Rosado e Luiz Fernando Caldas Fagundes, debateram assuntos relativos à presença de grupos indígenas em Porto Alegre, mais especificamente das etnias Kaingang, Charrua e Mbyá-Guarani. Os participantes têm ainda a oportunidade de prestigiar apresentações culturais indígenas. 
Além de artigos sobre conflitos e educação para a diversidade, a obra traz ensaio fotográfico do cacique Vherá Poty Benites da Silva, da Aldeia Mbyá-Guarani Pindó Mirin. A ideia foi potencializar o trabalho que já vem sendo desenvolvido nas escolas, na aplicação da referida lei, que trata da inclusão do estudo da História e Cultura Afro-brasileira e Indígena no currículo da rede de ensino no Brasil. 
Na sexta-feira, das 14h às 18h, foi realizada uma visita às aldeias da Lomba do Pinheiro, quando os participantes, por adesão, puderam conhecer as culturas Guarani, Kaingang e Charrua. As escolas que tiveram participantes na formação  receberam um exemplar do livro, que também está disponível na versão digital (e-book) aqui.   

MAT. SITE PREFPOA/SMED