quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

10 ANOS DA LEI 10639/03

MMMMMMMOTIVAÇÃO PARA  REFLETIR


Algo me impulsiona a escrever sobre o aniversário do dia: Dez anos de mais uma daquelas ações que deveria ser considerada uma das maiores vitórias de intelectuais negros e não negros abolicionistas, griôs, mestres griôs, artistas negros, nações de povos indígenas, caciques, pajés, guardiões e guardiãs de santo, pais de santo, babalorixás, ialorixás, capoeiristas e, principalmente do MOVIMENTO NEGRO ORGANIZADO de nosso país... A LEI 10639/03 já alterada para 11645/08 que inclui a questão dos povos indígenas.

O impulso que me conduz não se origina objetivamente de todos os mecanismos normativos que garantem a existência legal da ANIVERSARIANTE. Nem tampouco sua força vem do tipo de visibilidade que se pode construir, principalmente pelo Estado brasileiro, sobre o conteúdo da lei tão falada e pouco regulamentada.
No olhar do educador ainda tenho muito a aprender. Já tenho muito claro em minha caminhada que o encontro de minha pessoa com os alunos descendentes de negros e índios (mesmo eu sendo de origem negra) é um desafio que torna minhas possibilidades de os incluir, com ânimo e motivação nos fazeres do ensino escolar, uma façanha histórica, principalmente, junto às ações didático-pedagógicas, ainda muito conteudistas dos vários jeitos de ensinar estudados “cientificamente” para o exercício do aprender na escola, realizado por nós professores(as).
O que comemoro é o fato de que a  LEI ANIVERSARIANTE me fez entrar no aprendizado: entendi que não posso ficar esperando o Estado. Tenho que me ligar na façanha histórica de construir comunicação de aprendizado entre etnias.
Na posição em que atuo, no espaço de gestão, como instrumento do estado fora da sala de aula não vejo a possibilidade de comemorar o aniversário da Lei.
Continuo agindo como meus ancestrais. Continuo dizendo que meus colegas não podem esperar a ação do Estado em relação às obrigações dessa lei. Continuo em um espaço de resistência, pois se não fizer  o que tem que ser feito, com ajuda ou sem ajuda, a construção dos direitos que competem a aplicação da LEI ANIVERSARIANTE, entro no campo do REFORÇO DA INVISIBILIDADE das etnias dos povos Negros e Indígenas.
O fato que tenho que comemorar é o entendimento de que a Lei Aniversariante é mais uma página da resistência dos povos oprimidos da nação brasileira. Dentro dessa “página” está escrito uma música do Djavan:
Zumbi, comandante guerreiro 
Ogunhê, ferreiro-mor capitão 
Da capitania da minha cabeça 
Mandai a alforria pro meu coração

Minha espada espalha o sol da guerra 
Rompe mato, varre céus e terra 
A felicidade do negro é uma felicidade guerreira 
Do maracatu, do maculelê e do moleque bamba

Minha espada espalha o sol da guerra 
Meu quilombo incandescendo a serra 
Tal e qual o leque, o sapateado do mestre-escola de samba 
Tombo-de-ladeira, rabo-de-arraia, fogo-de-liamba

Em cada estalo, em todo estopim, no pó do motim 
Em cada intervalo da guerra sem fim 
Eu canto, eu canto, eu canto, eu canto, eu canto, eu canto assim:

A felicidade do negro é uma felicidade guerreira!
(“Zumbi” de Djavan)

LEI 10639/03: FAÇANHA HISTÓRICA

Importante se faz saber:
- depois de decidido em relação a necessidade de dar continuidade aos encaminhamentos de RESISTIR CULTURALMENTE para seguir o que se propôs reparar com a LEI 10639/03, nos ambientes formais de educação reforçadores dos valores positivos da nação brasileiras, contendo a história de valorosas personagens dos povos negros e indígenas;
- depois de saber que se aprende muito com aqueles que fizeram acontecer no país a LEI ANIVERSARIANTE, que uma grande maioria desses e dessas guerreiras que conseguiram fazer constar a lei, não tiveram grande freqüências em bancos da educação formal, mas construíram sua sabedoria e seu conhecimento na base do aprendizado vivencial e na manutenção de suas história vivas através dos relatos orais de suas ancestralidades...

Que não temos mais desculpas enquanto Educadores conscientes de que o problema do racismo ou de qualquer tipo de discriminação e preconceito não está ligado apenas ao que está definido como Direito adquirido pelo Estado e Suas Leis. Temos que entender que também criamos desculpas, obstáculos e limitações que são o primeiro módulo de nosssa falta de aprofundamento e compreensão dos significados da Invisibilização de Negros e Índios de nosso país.
Atualmente nossos acervos e materiais de vídeo, áudio, Internet e sites possibilitam que não venhamos mais a ficar na sombra do não querer, nos lados obscuros da falta de ética na confecção de nossas aulas e encontros com alunos e alunas, colegas e funcionários. Não temos mais motivos para dizer que não temos mais instrumentos que possibilitem um maior conhecimento das culturas dos povos Negros e Indígenas. Os escritores e escritoras, assim como ilustradores e ilustradoras criam, pesquisam e as editoras definiram muito bem suas publicações no segmento da diversidade. As lendas, os contos e os romances, inclusive com muitos autores e autoras negras estão por todas as livrarias e bibliotecas públicas ou comerciais de nosso país.





quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

ELLEN OLÉRIA - ATITUDE EPOSTURA IMPORTANTES



MANTENDO SEMPRE A COERÊNCIA DE SUAS TRADIÇÕES DE MULHER NEGRA, ARTISTA E AFRO-BRASILEIRA VALE À PENA OBSERVARMOS COMO ESSE ÍCONE DA ARTE BRASILEIRA CONQUISTOU UMA FENDA NA INDÚSTRIA CULTURAL PARA PASSAR SUAS IDEIAS, IDEAIS, TRADIÇÕES E, PRINCIPALMENTE, SEU TRABALHO ARTÍSTICO.
ESSAS TRAJETÓRIAS DE VIDA SÃO IMPORTANTE DE OBSERVARMOS. NO VÍDEO ELA RELATA OS DOZE ANOS DESSE TIPO DE TRABALHO, ENTRETANTO, PODEMOS CRER QUE OCORREU MUITO MAIS APLICAÇÕES DESSA PESSOA ANTES DESSE TRABALHO.
EXCELENTE HISTÓRIA/INSTRUMENTO PEDAGÓGICO CONTEMPORÂNEO A SER TRABALHADO: SUAS LETRAS DE MÚSICA, SUAS ESCOLHAS, SEU GÊNERO, ENTRE OUTRAS.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

UM CLIMA DO II FÓRUM UBUNTU SMED POA

DESFILE DE ORIXÁS DA COMUNIDADE DA EMEF PRESIDENTE VARGAS.
FILMAGEM DE PROFESSORA ADRIANA OLIVEIRA, DA MESMA ESCOLA.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

II FÓRUM UBUNTU - MOMENTO FORTE


Ocorreu nesta quinta-feira, 29, o 2º Fórum Ubuntu de Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Etnicorraciais, na Casa de Cultura Mario Quintana, no Centro Histórico. O evento foi PRODUZIDO pelo professor VANDER GRIÔ e promovido pela Secretaria Municipal de Educação (Smed), com parceria da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Segurança Urbana, por meio do Núcleo de Políticas Públicas para os Povos Indígenas (NPPPI). 

Destinado a educadores e funcionários de escolas, a atividade também divulgou relatos de estudantes e moradores de comunidades escolares. Na abertura, houve samba de roda executado pelo mestre Renato e pelos aprendizes Luan e Ana Paula. Também foram realizadas diversas ações, com exposição de banners temáticos, além de objetos típicos, artesanato indígena, bonecos de pano e desenhos de alunos. 

À tarde, a programação contou com exposição de relatos do professor Renato Barbieri, da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Professor Larry José Ribeiro Alves, 
e do professor Márcio Malavolta, da EMEF Vila Monte Cristo. Também houve encenação de 25 alunos do Jardim e do primeiro ano da EMEF Presidente Vargas, com coreografia da música “Mineira”, do compositor João Nogueira. As professoras Sandra Severo de Souza e Maria de Fátima Lopes acompanharam as crianças. Outra atração foi a dança dos orixás, exibida por quatro jovens estudantes da EMEF Vereador Antônio Giúdice.

Nesta segunda edição, foram expostos registros orais e visuais de atividades desenvolvidas em sala de aula no decorrer do ano letivo. O encontro teve objetivo de criar um ambiente para diálogo e compartilhamento de experiências. As apresentações de relatos ficaram a cargo de integrantes das escolas municipais de Ensino Fundamental Chapéu do Sol, Professor Larry José Ribeiro Alves, Professora Judith Macedo de Araújo, Vila Monte Cristo, Deputado Victor Issler; de educação especial Professora Lygia Morrone Averbuck; além das escolas de educação infantil do Bairro Cavalhada e Ilha da Pintada.

Os relatos demonstraram vivências desenvolvidas em sala de aula a partir dos valores da ancestralidade e memória; ludicidade e musicalidade; corporeidade e oralidade; cooperativismo e comunitarismo; circularidade; religiosidade e asè. As ações envolveram subsídios pedagógicos relativos aos povos indígenas, além de outras etnias.


























Ubuntu – significa “humanidade para todos”, caracterizando abordagem filosófica para uma educação que valorize os diferentes saberes e fazeres. Está presente em diversas práticas de educadores que aplicam os valores civilizatórios afro-brasileiros e africanos como ferramentas para estabelecer novas formas de vínculo afetivo na comunidade escolar.
O encerramento contou com apresentação do grupo de Cantos e Danças Mbyá Guarani, da Aldeia Pindó Mirim, coordenado pelo Cacique Vherá Poty.
Pela Smed, estiveram presentes o coordenador para Educação das Relações Etnicorraciais, Vanderlei de Paula Gomes (Professor Vander Griô); a assessora de Línguas Adicionais, Márcia da Silva Viegas; Andréa Ketzer Osório Assessora de Educação Ambiental. A coordenadora do NPPPI, Rosa Maris Rosado, também participou.


sexta-feira, 9 de novembro de 2012

II FÓRUM UBUNTU DE PRÁTICAS PEDAGÓGICAS EM EDUCAÇÃO DAS REALAÇÕES ETNICORRACIAIS

ESTAMOS AVANÇANDO PARA TORNÁ-LO UMA ATIVIDADE QUE AGREGUE VALORES DE OUTRAS ETNIAS E, NO ANO SEGUINTE, POSSA JÁ SER REALIZADO FORA DO MÊS DE NOVEMBRO... DE VAGAR...ASSIM COMO DISCUTIMOS NO GTERE (Grupo de Trabalho de Educação das Relações Etnicorraciais).

PARCERIA
ASSESSORIA DA SMED (Educação das Relações Etnicorraciais) e o NPPPI (Núcleo de Políticas Públicas para Povos Indígenas) da SMDH, QUE TRARÁ A PARTICIPAÇÃO DE REPRESENTAÇÕES INDÍGENAS.

TEREMOS TRANSPORTE PARA QUE POSSAM TRAZER ALGUNS ALUNOS PARTICIPANTES EM VIVÊNCIAS E DIDÁTICAS DA TEMÁTICA, DURANTE O ANO DE 2012.


FAREMOS DOIS DIAS 28 E 29 DE NOVEMBRO

VIVÊNCIA DE SAMBA DE RODA COM MESTRE GRIÔ RENATO E APRESENTAÇÃO DE POVOS INDÍGENAS...

DISTRIBUIÇÃO DE MATERIAIS PEDAGÓGICOS EM VÍDEO.

DIVULGUEM, PRINCIPALMENTE, PARA COLEGAS DE ESCOLAS DIFERENTES, PARA ALCANÇARMOS DIVERSIDADE DE LOCALIDADES NA PARTICIPAÇÃO...


ENTÃO VAMOS PARA O SEGUNDO MOMENTO... CRIAÇÃO NA ASSESSORIA DE RELAÇÕES ETNICAS.... JÁ DESDE 2011, O FÓRUM REUNE COLEGAS PROFESSORES E PROFESSORAS, DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DE PORTO ALEGHRE, QUE VÊM RELATAR, EXPOR MATERIAIS, EVIDENCIAR EXPRESSÕES DE ALUNOS COLABORADORES, ENTRE OUTRAS AÇÕES...

COM REALIZAÇÃO MARCADA PARA 28 E 29 DE NOVEMBRO... CERTAMENTE ESTAREMOS JUNTOS NO UBUNTU. NÃO DEIXE DE PARTICIPAR...

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

PRIMEIRO FORUM UBUNTU 2011


CRIANÇAS DA EMEF PRESIDENTE




E FOI ASSIM QUE TUDO RECOMEÇOU NO ANO PASSADO... ANTES DE SE ENTREGAR A NEGRA PROVOCOU O I FORUM UBUNTU DE PRÁTICAS EM EDUCAÇÃO ETNICORRACIAL...
ASSIM SERÁ ESSE ANO... VAMOS LÁ...2012 COM MAIS POTÊNCIA...